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Mostrando postagens com o rótulo Século XX

Renascimento da tatuagem nos EUA

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    Lyle Tuttle trabalhando A produção e o lugar social da tatuagem contemporânea possuem vínculos relacionados ao contexto dos Estados Unidos, da segunda metade do século XX. É nesse período, marcado por revoluções tecnológicas, sociais, artísticas e culturais, que ocorre o “Renascimento da Tatuagem”. Jovens entusiastas, oriundos de instituições de formação artística, inserem-se no campo da tatuagem, incorporando dinâmicas que acarretaram o desenvolvimento de novos estilos e práticas comerciais. Estes jovens artistas tatuadores foram responsáveis pela definição da criatividade como um novo paradigma para o campo em detrimento das preocupações técnicas que marcavam a produção artesanal anterior. Possuíam grande interesse estético pela produção de tatuagem oriental e da América do Norte nativa. Em meio a interesses pelo misticismo e pelo exótico, os olhares ocidentais também identificavam o refinado processo estético japonês que de forma sofisticada compreendia toda a exte...

Saias e calções: roupa infantil no século XX

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    Menina e menino. Anuário das Senhoras. Rio de Janeiro: O Malho, 1946 No começo do século XX, se abríssemos o guarda-roupa ou o baú de um menino pequeno, muito provavelmente encontraríamos vestidos. Afinal, nesse período, a principal peça de roupa para bebês e crianças pequenas, independentemente se meninos ou meninas, eram saias e vestidos. Diferente do que ocorre hoje em dia, era impossível identificar o gênero de um bebê somente pela sua indumentária. Até as primeiras décadas do século passado, crianças de modo geral, e bebês especialmente, eram vistos como seres puros e assexuados. Era considerado vulgar ressaltar as especificidades dos gêneros em tão tenra idade.  Com o passar do século XX esse cenário foi se modificando e distinções de gênero começaram a ser introduzidas nas indumentárias  mais cedo. Os meninos passaram a, cada vez mais novos, usarem calções. A feminilidade das meninas também passou a ser mais reforçada, por exemplo, por meio do uso ...

A introdução da fotografia nas capas da Vogue América

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A primeira capa fotografada a cores, por Edward Steichen, em julho de 1932 ©Vogue Archive; Condé Nast Archive   A introdução da fotografia de moda e sua utilização nas revistas se dá algumas décadas após a criação e consolidação dessas. Os diretores de arte das publicações se tornam peças-chave, influentes, na substituição das antigas ilustrações das páginas por fotografias, alguns até mesmo se tornando os principais fotógrafos dessa geração.  Adolf Meyer, mais tarde conhecido como Barão, foi um fotógrafo francês que teve participação ativa nesse cenário, sendo reconhecido como precursor da fotografia de moda ao se tornar fotógrafo chefe da Vogue americana entre os anos de 1913 e 1921. Segundo o escritor Cláudio Marra (2008, p. 85 apud MAGER, 2013, p.25) com Meyer, pela primeira vez se estabelece uma união forte e explícita entre arte e moda com fotografias pictorialistiscas, tentando aproximar sua obra das de grandes pintores. Sua técnica utilizava muitos contraluzes, efeitos...

Varvara Stepanova: arte e moda na URSS

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  Varvara Stepanova usando sportodezhda, uma variação da prozodezhda para prática de esportes.   No século XX, o então território russo foi marcado pelo acontecimento da Revolução Russa e pela instauração da URSS. Uma vez estatizadas, as indústrias passaram a produzir antecipando e suprindo as necessidades da população de forma igualitária, diferindo da produção capitalista que visava apenas o lucro. Nesse cenário, Varvara Stepanova foi uma artista da vanguarda construtivista que desempenhou um importante papel pós-revolucionário. Stepanova compôs junto com Liubov Popova a cadeira de professora nas oficinas regulares da Faculdade Têxtil do Vkhutemas, onde trabalhou até o ano de 1926, quando foi afastada pelo governo Stalinista. Os Ateliês Superiores Técnico-Artísticos Estatais, hoje são considerados como berço da vanguarda soviética e surgiram como uma oportunidade de emancipação educacional e social do proletariado. Entre 1923 e 1925, Stepanova e Popova também traba...

Do lixo ao luxo: uma lição de Marilyn Monroe

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  “I Dress For Men”, de Marilyn Monroe para a edição de julho de 1952 da Movieland Magazine É inegável a influência que a atriz, modelo e cantora Marilyn Monroe teve na moda do século XX. Esbanjando carisma e sex appeal, Monroe não mediu esforços para conquistar seu lugar de ícone da era Hollywoodiana. Sua identidade visual baseada em seus cabelos loiros, curvas e suas roupas, que embora lindas por si só, brilhavam mais pois era ela quem as vestia e não tinha medo de se mostrar. Em um artigo de 1953 intitulado “I Dress For Men” (Me visto para os homens), Marilyn diz “Eu acredito que o corpo deva fazer as roupas ficarem bonitas ao invés de usar roupas para fazer o corpo conformar-se ao que é considerado ‘na moda’ no momento (...) Roupas, para mim, devem se relacionar com o corpo e não ser algo distinto dele.”. Talvez seja exatamente tal filosofia que a torna inspiração de longa data para diversos estilistas, artistas e, é claro, o público.  Mas não eram todas as pessoas que gos...