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Uma história moral da aparência

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  Maestro de la Virgen de los Reyes Católicos. La Virgen de los Reyes Católicos . 1491-1493. ©Museo Nacional del Prado.   As considerações morais sobre os modos de vestir-se e maquiar-se foram recorrentes ao longo da história. Durante a Idade Média, a aparência de homens e mulheres deveria pautar-se pelos valores cristãos, como a modéstia, a simplicidade e a honestidade. Preocupados com os eventuais danos corporais, temporais e espirituais que as vestimentas e os enfeites pecaminosos – por míngua ou excesso – poderiam trazer à pessoa, à família e à comunidade mais ampla, muitas autoridades castelhanas estabeleceram leis e regras quanto ao modo conveniente, proveitoso e cristão de as pessoas cuidarem de sua aparência. Além de determinar a qualidade e a quantidade das roupas, essas normativas contemplavam desde a difusão de virtudes e a recriminação dos pecados e vícios por meio de admoestações até a imposição de sinais vísiveis nas roupas e de penas pecuniárias, açoites...