Eufrásia e Maison Worth: poder simbólico
Casaco Mantelet preto, Maison Worth, [s.d.], MCH. Foto: Carina D’Ávila, Fonte: UMBELINO, 2016. As dez roupas pertencentes ao acervo do Museu Casa da Hera que apresentam a etiqueta da Maison Worth podem ser categorizadas em: trajes de montaria, casacos e capas, vestidos e robe. Um dos propósitos da pesquisa era indicar a datação das peças. A investigação das silhuetas correspondentes revela evidências do período, mas pode ser dificultada quando se tem na coleção muitas capas e casacos que não seguem a forma dominante da época. Assim, optamos primeiramente pela pesquisa histórica da etiquetagem da maison. É atribuído a Worth o pioneirismo em usar etiquetas em suas criações. O costureiro levou para a moda o que Bourdieu (2008, p.28) identificou como “a eficácia quase mágica da assinatura” que é o reconhecimento coletivo do poder de mobilizar a energia simbólica produzida pelo campo. Quando Eufrásia Teixeira Leite chegou a Paris, em 1873, Worth passava por um pro...