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Mostrando postagens com o rótulo Moda e Gênero

"I'm not okay (i promise)"

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    Screenshot do videoclipe da música “I’m Not Okay (I Promise) da banda My Chemical Romance, 2004 “Eu não estou bem!”  A frase gritada com agonia pelo vocalista da banda My Chemical Romance, em 2004, foi uma das mais importantes para a construção da discussão a respeito da expressão das emoções e cuidados com a saúde mental que o emo trouxe.  No rock, o tema não era novo, mas essa música, tratava do assunto de forma direta, visceral e estourou nas rádios e programas de TV, abrindo espaço para discussões sobre o tema. Mas por que isso importa? Porque o emo, junto com seu lápis de olho preto e franja cobrindo metade do rosto, trouxe também uma nova possibilidade de expressão da masculinidade.  Em geral, as culturas contemporâneas não costumam ser muito receptivas a homens emotivos, há uma certa expectativa a respeito do que se espera do comportamento de um homem, e infelizmente a afinidade pelo emocional não está incluso no pacote. No ocidente as emoçõ...

Gênero, uma categoria útil de análise para pesquisas em moda

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    O gênero é uma ferramenta útil de análise para pesquisas em história da moda. Para tanto, é necessário alinhavar conceitos de teoria de gênero com os estudos da moda. A afirmação de que "roupa não tem gênero" virou um lugar-comum, mas deve ser examinada antes de ser repetida na academia.  O processo de criação e a cadeia de produção de peças de moda são guiados por ideias de gênero. Desde a etapa de pesquisa de moda relativa a tendências e o mercado consumidor, passando pelas atividades de criação de croquis, escolha de materiais e elaboração de planos de coleção, pelo desenvolvimento de moldes a partir de bases de modelagem e tabelas de medida, até a escolha de técnicas de corte, costura e acabamentos. Uma peça de roupa, para ficar pronta, passou por várias escolhas baseadas em previsões sobre o gênero da pessoa que vai usar, e nas concepções de gênero das pessoas envolvidas nessa cadeia. Além disso, a publicidade e as vendas do produto de moda são orientadas p...

O Feminino e a Futilidade na Moda

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    Divulgação Columbia Pictures Teria sido a Moda sempre julgada em seu sentido e importância por relacionar-se ao campo da mulher, alvo de preconceito histórico? Por outro lado, quais são as consequências que essa apropriação causa ao feminino? Em um mundo absorto em imagens e em sua propagação em massa, a Moda cria seu próprio simulacro da figura feminina que, muitas vezes, não corresponde à realidade.  Ao utilizar a figura feminina como base de seus jogos das aparências, a Moda pega para si não apenas a imagem de inferioridade que as mulheres carregam historicamente, mas, também, reflete nelas parte de sua própria reputação: algo fútil, vazio. Vemos grandes exemplos dessa relação complexa ao longo dos mais variados temas. Maria Antonieta, a rainha que achou nas roupas o seu protagonismo público, não seria apenas uma mulher moderna em uma crise que a antecedia? As famosas patricinhas representadas pelos filmes dos anos 2000 não são apenas adolescentes buscando se...

Emo, masculinidade, subculturas juvenis

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      Em meados de 2007, no Brasil, era difícil encontrar um adolescente que não conhecesse a música “Razões e Emoções” — single de maior sucesso da banda NX Zero — devido à sua grande disseminação nos meios midiáticos destinados ao público jovem. Isso se deu porque neste mesmo ano ocorria o “clímax” do emo, uma subcultura jovem que logo se tornou uma febre, chamando atenção pela peculiaridade com a qual lidava com questões emocionais, que acabaram por influenciar na vida dos jovens que se identificavam com o movimento. Catherine Lutz (1988) aponta como, no ocidente, os conceitos que temos de razão e emoção estão diretamente ligados aos ideais que temos de masculinidade e feminilidade, respectivamente. Desta forma, o emo do sexo masculino poderia ser considerado uma personificação desta contradição, pois traz o homem, considerado inerentemente racional e moderado, que evita o contato com seu lado emocional a todo custo e o coloca de frente com uma subcultura onde ...